Números da Assistência Social no Brasil estão em queda, e o Sistema único de Assistência Social (Suas) na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL), tem sofrido perdas significativas de recursos. Na atual gestão, houve uma redução e os números falam em 70% , de R$ 3 bilhões em 2019, para R$910 milhões em 2020.
Especialistas e técnicos já enxergam um comprometimento das atividades como o cadastramento e pagamento de BPC e do recém criado Auxilio Brasil, antigo Bolsa Família.
Em 2022, a tendência é de uma redução ainda maior. A Lei de Diretrizes Orçamentária previu R$ 1 bilhão , mas o valor ainda pode passar por cortes. Segundo o Suas, em 2021 o valor era de 2,1 bilhões, apenas 43% de fato chegou ao Suas.
Segundo Elias de Sousa Oliveira, presidente do Colegiado Nacional de Gestores Municipais da Assistência Social (Congemas) a previsão orçamentária de 2021 era de R$2,6 bilhões aprovados , pactuado entre o governo federal e os municípios, mas o governo mandou apenas R$ 900 milhões e assim diminuiu o repasse em 60% do que foi pactuado.
Para Elias, com esse rompimento do pacto, uma sobrecarga foi gerada, e municípios que passaram a ter que cobrir a parte devida do governo federal e isso diminui a capacidade de atendimento ou mesmo a estaguina, deixando mais pessoas em situação de vulnerabilidade.
Pedido de informações sobre o tema foram enviadas ao Ministério da Cidadania questionando os impactos dos cortes , mas não foram respondidas.