Prefeito de São Paulo, Bruno Covas morre vítima de câncer Destaque

- Postado, Domingo, 16 Mai 2021 11:18 Por Gilson Nascimento
Prefeito de São Paulo, Bruno Covas morre vítima de câncer Divulgação/Acervo Pessoal

O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu, neste domingo (16/05), às 8h20, em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase nos ossos e no fígado. Covas tinha 41 anos e deixa um filho, Tomás, de 15 anos.

Covas estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia (02/05), sob os cuidados das equipes médicas coordenadas pelo prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, prof. Dr. Raul Cutait e prof. Dr. Roberto Kalil.

O câncer foi diagnosticado em outubro de 2019, quando foi internado com infecção de pele. Desde então, Covas vinha lutando contra a doença. Durante o tratamento, o tumor até regrediu de modo expressivo, mas novos nódulos foram encontrados no fígado, na bacia e na coluna. Na última sexta-feira (14), a equipe médica havia anunciado piora no quadro de saúde do prefeito e que seu quadro era irreversível.

 

Neto do ex-governador de São Paulo – Bruno Covas era o neto favorito de Mário Covas (in memorian), que foi prefeito da capital em 1980 e governador do estado entre 1995 e 2001. Nascido em Santos, no litoral paulista, em 7 de abril de 1980, era filho de Renata Covas com o engenheiro da Autoridade Portuária de Santos, Pedro Lopes.  Com 14 anos de idade, Bruno Covas veio morar com o avô, em São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, moradia oficial do governador paulista.

Covas se casou com a economista Karen Ichiba, mas se separou depois de 10 anos, com quem teve o filho Tomás, hoje com 15 anos de idade, que morava com o pai em um apartamento na Barra Funda, por meio de guarda compartilhada.

 

Carreira Política – Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Bruno Covas iniciou sua carreira política como vice-prefeito de Santos, em 2004, tendo na chapa majoritária Raul Christiano.  

Nos anos de 2005 e 2006, foi assessor da liderança dos Governos de Alckmin e Cláudio Lembo na Assembleia Legislativa. Em 2006, foi candidato a deputado estadual por São Paulo, sendo eleito com 122 312 votos, uma das maiores votações naquela eleição. Reelegeu-se deputado estadual em 2010, com 239.150 votos, sendo o mais votado. Já em 2011 foi secretário de Meio Ambiente, no governo de Geraldo Alckmin. Foi eleito deputado federal em 2014.

Em 2016, Bruno Covas foi vice-prefeito de São Paulo, na chapa de João Doria, a dupla foi eleita em primeiro turno. Covas assumiu definitivamente a prefeitura da capital em 2018, quando  João Doria renunciou ao cargo para disputar o governo do estado e foi eleito.

 

Bruno Covas disputou a reeleição em 2020, quando foi para o segundo turno com Guilherme Boulos (PSOL), sendo reeleito com 59,38% dos votos, contra 40,62% de Boulos.

 

Quem assume a prefeitura Com a morte de Bruno Covas, o vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB), pouco conhecido, passa a assumir o cargo da maior capital do Brasil. Nunes tem 54 anos, é empresário do ramo de pesticidas e foi vereador de São Paulo, por duas vezes, de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2020. O político ganhou destaque na mídia por ser ativamente contra a inclusão de temas de sexualidade e gênero no Plano de Educação de São Paulo.

 

Sepultamento - O corpo de Bruno Covas será velado no prédio da Prefeitura de São Paulo, em cerimônia restrita a familiares devido à pandemia da Covid-19. Já o sepultamento será no cemitério Paquetá, na cidade de Santos, no litoral paulista, no mesmo cemitério em que seu avô, Mário Covas está enterrado.  

    

Última modificação em Domingo, 16 Mai 2021 14:24

 

 

 

 

 

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