O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu, neste domingo (16/05), às 8h20, em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase nos ossos e no fígado. Covas tinha 41 anos e deixa um filho, Tomás, de 15 anos.
Covas estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia (02/05), sob os cuidados das equipes médicas coordenadas pelo prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, prof. Dr. Raul Cutait e prof. Dr. Roberto Kalil.
O câncer foi diagnosticado em outubro de 2019, quando foi internado com infecção de pele. Desde então, Covas vinha lutando contra a doença. Durante o tratamento, o tumor até regrediu de modo expressivo, mas novos nódulos foram encontrados no fígado, na bacia e na coluna. Na última sexta-feira (14), a equipe médica havia anunciado piora no quadro de saúde do prefeito e que seu quadro era irreversível.
Neto do ex-governador de São Paulo – Bruno Covas era o neto favorito de Mário Covas (in memorian), que foi prefeito da capital em 1980 e governador do estado entre 1995 e 2001. Nascido em Santos, no litoral paulista, em 7 de abril de 1980, era filho de Renata Covas com o engenheiro da Autoridade Portuária de Santos, Pedro Lopes. Com 14 anos de idade, Bruno Covas veio morar com o avô, em São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, moradia oficial do governador paulista.
Covas se casou com a economista Karen Ichiba, mas se separou depois de 10 anos, com quem teve o filho Tomás, hoje com 15 anos de idade, que morava com o pai em um apartamento na Barra Funda, por meio de guarda compartilhada.
Carreira Política – Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Bruno Covas iniciou sua carreira política como vice-prefeito de Santos, em 2004, tendo na chapa majoritária Raul Christiano.
Nos anos de 2005 e 2006, foi assessor da liderança dos Governos de Alckmin e Cláudio Lembo na Assembleia Legislativa. Em 2006, foi candidato a deputado estadual por São Paulo, sendo eleito com 122 312 votos, uma das maiores votações naquela eleição. Reelegeu-se deputado estadual em 2010, com 239.150 votos, sendo o mais votado. Já em 2011 foi secretário de Meio Ambiente, no governo de Geraldo Alckmin. Foi eleito deputado federal em 2014.
Em 2016, Bruno Covas foi vice-prefeito de São Paulo, na chapa de João Doria, a dupla foi eleita em primeiro turno. Covas assumiu definitivamente a prefeitura da capital em 2018, quando João Doria renunciou ao cargo para disputar o governo do estado e foi eleito.
Bruno Covas disputou a reeleição em 2020, quando foi para o segundo turno com Guilherme Boulos (PSOL), sendo reeleito com 59,38% dos votos, contra 40,62% de Boulos.
Quem assume a prefeitura – Com a morte de Bruno Covas, o vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB), pouco conhecido, passa a assumir o cargo da maior capital do Brasil. Nunes tem 54 anos, é empresário do ramo de pesticidas e foi vereador de São Paulo, por duas vezes, de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2020. O político ganhou destaque na mídia por ser ativamente contra a inclusão de temas de sexualidade e gênero no Plano de Educação de São Paulo.
Sepultamento - O corpo de Bruno Covas será velado no prédio da Prefeitura de São Paulo, em cerimônia restrita a familiares devido à pandemia da Covid-19. Já o sepultamento será no cemitério Paquetá, na cidade de Santos, no litoral paulista, no mesmo cemitério em que seu avô, Mário Covas está enterrado.

